Estou eu hoje no cinema quando escuto o choro de um bebê com certamente meses de idade. Sinceramente, o que passa na cabeça de uma irresponsável dessas? É o cúmulo! Pra ser mãe tem que ter responsabilidade! Quer ir pro bar, sair a noite, ir ao cinema, namorar? NÃO TENHA FILHO FORA DE HORA! Já inventaram anticoncepcional há muito tempo, só tem filho quem quer e não me venham com churumelas. Sou a favor do controle de natalidade pra quem não tem responsabilidade e acha que pode brincar de ser mãe ou que vai prender o príncipe encantado com um filho. Morro de pena das crianças. Ter filho é pra quem tem responsabilidade, independência financeira, vontade real de gerar uma vida e se responsabilizar por educar uma pessoa que torne esse mundo melhor. Reflitam!
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Showokê?
Quando saímos para assistir um show temos que ter várias coisas em mente: o lugar, o tipo de música, o tipo de público, a duração etc. Só assim conseguimos nos preparar com algum acerto para enfrentar as muitas intempéries que acontecem quando resolvemos prestigiar algum de nossos cantores ou bandas favoritos.
No entanto, ainda não consegui entender uma coisa: fulano fica em uma fila daquelas, gasta considerável soma de dinheiro, sai do conforto do seu lar, pega trânsito, fica em pé sem ter como ir nem ao banheiro e naquele momento, em que a música está sendo tocada ao vivo, em que se pode apreciar o som na sua mais pura forma, ele começa a se esguelar e além de não ouvir nada além de sua própria voz, parece competir com o ídolo em um karaokê de quem canta mais alto, por quê?
Olha, se eu quisesse ouvir alguém que não canta bem eu ia no show do Fábio Júnior!
Se eu tive esse trabalho todo, foi pra ouvir quem estava anunciado no cartaz, e não o cover injustiçado!
Sinceramente, quer cantar mal canta na sua casa, ou no show de calouros e vê se o Sílvio Santos atura você. Acompanha a música que você tanto gosta em uma altura que só você ouça a sua voz horrível, ou se contente em cantar aquela parte do refrão que o anfitrião pede pra você cantar junto. Ninguém é obrigado a deixar de ouvir quem realmente importa porque você acha que canta melhor que quem até você mesmo pagou pra ver.
Vou fazer a campanha, show não é karaokê! Todo mundo veio ouvir (o nome do cantor ou banda), ninguém veio pra ouvir você!
Aproveitando o ensejo, homens lugar de ficar sem camisa é em casa, na praia e no clube, só!
É anti-higiênico andar sem camisa! O seu suor é propriedade particular sua! Ninguém quer compartilhar!
Aquele show lotado, um calor de matar, e fulano quer ficar lá mostrando seu abdômen depilado como se fosse concurso do Mr. Gay!!
Como se não bastassem os pisões, empurrões, cotoveladas, puxões de cabelo, ainda tem a parte de ficar melada com suor alheio, aí não há fã que aguente!
Shows na verdade são grandes campos concentração, se sobreviver a isso, nada mais te mata!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Mais do mesmo.
Quando eu estudei biologia, aprendi que "nada se perde, nada se cria, tudo se transforma". Depois no curso de direito, aprendi que "nada se cria, tudo se copia", e pelo jeito a máxima ultrapassou as portas das vetustas casas do saber jurídico e se apoderou do mundo. Me pergunto se a criatividade foi se desgastando com o tempo ou se a burrice é que está realmente "tomando conta".
Por onde andam os músicos que inventavam ritmos, criavam sinfonias ouvidas por séculos a fio, compunham canções que nos faziam pensar e tocavam fundos nossos sentimentos mais íntimos? As coisas boas ainda feitas, salvo raras exceções, são de músicos que iniciaram suas carreiras há pelo menos 20 anos em média. A tão falada música eletrônica é só um arranjo em cima de músicas e ritmos criados pelos representantes de outros gêneros musicais. Gostaria de saber quem dos super fãs de música eletrônica ouve hoje ainda o sucesso que eles adooooravam ano passado. Ou qual o grande mérito dos cantores sertanejos que vendem seus discos como água, regravando as músicas com as quais outros cantores fizeram sucesso há tempos atrás.
Quando olho pra moda, uma outra arte que adoro, vejo se repetirem nas passarelas os modelos desfilados por grandes estilistas com pequenas modificações e se tornando peças aclamadas pela crítica como se fossem a coisa mais criativa do mundo. Criativos mesmo perdem seus empregos, suas marcas entram em falência, como aconteceu com Christian Lacroix.
O cinema anda tão chocho que já sabemos o fim dos filmes antes de começarem. Fico muito feliz quando vejo filmes excelentes como "O cisne negro", porque anda faltando o que ver. Tarantino com todo o seu savoir-faire, nem fazendo um filme com o tema favorito da academia conseguiu levar a estatueta por Bastardos inglórios. E quem levou? Um dos filmes mais sem conteúdo e repetitivos que já vi. O tema? Batido! O enfoque? Batido! Juro que achei que o vencedor seria Avatar, apesar dos pesares, pelo menos tem lá os seus méritos por ser pura ficção e algo diferente. Mas Guerra ao terror, o grande vencedor? Sem comentários!
Os livros padecem de conteúdo e de novidade tanto quanto os filmes. Choro de lembrar que os meus autores favoritos já faleceram ou estão em vias de (não é desejando a morte de ninguém né, mas ninguém é eterno e todos já passaram dos 60). Quanto mais vendido é um livro, mais desgosto eu tenho ao lê-lo. Mas como já falei dos livros especificamente aqui, só digo que o legal agora é encher o máximo de páginas com o mínimo de conteúdo, e saber que aqueles livros eternos, que você lia várias vezes não têm o menor valor pra indústria do mais do mesmo. Quanto mais você lê o mesmo livro, menos dinheiro eles ganham vendendo a mesma coisa pra você com novos créditos e novos velhos personagens e histórias.
A TV tem dado até medo. A aberta então, melhor nem ligar. Tenho engulhos quando vejo a quantidade de gente que passa horas do dia acompanhando BBB. Um amigo me falou uma vez que se eu gostava de ir ao zoológico, eu tinha que gostar de BBB, porque era o mesmo que ver o animal humano em uma jaula. Olha, se a humanidade é percentualmente acéfala como os participantes deste programa, a gente pode parar de se chamar de raça inteligente. Porque, juro, os meus gatos são mais inteligentes que a maior parte das pessoas que pisaram naquela casa. E quando leio no "Te dou um dado?" que uma das participantes perguntou se ainda existia macaco, eu confirmo que os macacos estão vários passos a frente desses exemplares da raça humana na cadeia evolutiva.
Li uma vez um filósofo que dizia que a cultura de massa tinha tantos adeptos porque a maioria das pessoas não gosta de pensar, prefere ser comandado, gostar do que todo mundo gosta, usar o que todo mundo usa, falar o que todo mundo fala, e agir como todo mundo age. Vejo aí muito sentido. Se as pessoas não gostam de pensar, se não têm capacidade pra isso ou se apenas se deixam levar por "todo mundo", eu não sei. O que sei é que está acontecendo um empobrecimento generalizado da cultura, embora estejamos vivendo o século em que as pessoas têm mais acesso a qualquer coisa.
Acredito que a indústria do consumo de massa seja a maior responsável por isso. Os 15 minutos de fama geram muito mais dinheiro do que desenvolver um artista de verdade. Se as pessoas se contentam com pouco, se temem ousar, pensar, sentir, mais fácil é jogar qualquer coisa no mercado e com um bom marketing fazer o melhor negócio do mundo. Criar leva tempo, exige raciocínio, dedicação e um quê de inteligência diferenciada. Copiar, qualquer um copia. Até máquina copia.
Sinto muito pelas gerações que estão tendo contato agora com determinadas áreas de cultura. Porque ou vão sofrer de um mau gosto absurdo e serem convencidas de que aquilo é bom, ou vão viver com uma sensação de viver no passado. Penso eu que melhor ser vintage que ouvir Restart, assistir BBB, ler "O símbolo perdido" ou "Porque os homens amam mulheres poderosas" (porque tá aí a maior mentira que alguém já escreveu na vida, não conheço se quer um homem que goste de uma mulher mais poderosa que ele, só se pra quem escreveu isso aí poderosa é igual a gostosa, aí tá certíssimo!).
Tenho medo da cultura do efêmero, do volátil e do niilismo. Tenho sérias suspeitas de que emburrecer as pessoas, darem a elas muito circo e nada pra pensar é uma conspiração secreta pra nos transformar a todos em ovelhas. De que adianta liberdade de escolha se não há o que escolher? Que diferença faz escolher entre BBB ou a Fazenda?
Salve o espírito dos críticos, dos que questionam e se recusam a viver como todo mundo. Palmas pra quem tem coragem! Viva os que pensam, porque isso tem se tornado cada vez mais raro. Muita informação e pouco conhecimento. Espero que quando virarmos todos ovelhas, eu possa ser pelo menos uma ovelha negra. Pelo menos isso.
Aí ao terminar este texto me deparo com a biografia de Justin Bieber entre os mais vendidos. E chego à conclusão que a coisa está bem pior do que eu pensava!! Deus por favor reencarna o Machado de Assis?!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Na rua dos bobos, número zero.
Desastrada é uma palavra que me define muito bem. Mas mais que isso sou azarada também. Tem certas coisas que só acontecem comigo. Sal grosso pra mim tem que ser de tonelada.
Eu escolhi sem querer a rua mais perigosa da cidade para morar, até aí normal já que fui eu que escolhi. O triste é ter que andar nessa tal rua duas vezes ao dia.
No início, antes de eu saber que tinha escolhido o antro da bandidagem pra morar, eu andava desatenta e alegre pela minha ladeira, achando que estava em um lugar tão seguro quanto a barriga da minha mãe. Mas um dia, como eu tenho imã pra encrenca, a encrenca me encontrou. E não veio sozinha! Dois distintos cavalheiros, depois de me gritarem palavras de altíssimo calão, me socarem e empurrarem, levaram minha bolsa e toda a parafernália e equipamento de pesca que eu levava dentro dela.
Triste e deprimida ainda gritei como se tivesse tido um orgasmo quando descobri que o meu celular tinha ficado escondido. Espertinho! Salvou minha agenda e isso é a parte mais importante do equipamento de pesca.
Desde então perdi o rebolado. Já que estava cercada de malfeitores, passei a andar paranóica, parecendo uma antena parabólica, capitando tudo que estivesse em um raio de 200 metros de mim. Eu sei que as parabólicas são mais potentes, né, gente! Mas, olha, para mim, que não tenho super poder nem sou mutante, já é um feito e tanto.
Nessa brincadeira de radar, um belo dia, andando com a minha anteninha ligada eu o avistei. De início, só achei estranho o local em que o indivíduo estava parado, um bequinho que fica perto do ponto de ônibus, e já fiquei cabreira: "que lugar é esse que esse cara tá parado?". Como já estou taxada de paranóica, resolvi tentar esquecer o assunto e continuar o meu caminho.
Mas era tarde demais, meus olhos já estavam presos àquele ser humano tentando avaliar sem sucesso "que P... é essa que esse gordinho de cabelo com gel está fazendo nesse bequinho".
E pronto, dei pra ele o que ele estava esperando, atenção. E numa fração de segundos, quando virei pra trás pra ver se ele não estava correndo atrás de mim, como os cavalheiros da outra história, eu vi.
As mãos segurando algo, manuseando mesmo. Aí, pensei, "ah é o cinto, devia estar fazendo xixi". E olhei de novo pra ver melhor, e "ah, socorro!! Não é um cinto, é um p...!!".
Entenderam agora o por que da rua dos bobos? Bobo é ele que vê graça em ficar mostrando de longe, bem longe mesmo o instrumento pra alguém que definitivamente se assunta e sai correndo ou boba sou eu que ainda não mudei de lá?
Se alguém souber de algum apartamento pra alugar do lado da delegacia me avisa? Pelo menos facilita fazer os B.Os.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
A corrida pelo ouro de tolo.
Tenho observado com certo desdém as críticas à eleição do Palhaço Tiririca para a Câmara Federal, mas hoje me dei conta de que nada melhor se aplica ao povo brasileiro. Como diz o velho jargão "cada povo tem o governo que merece", nada mais adequado a um povo que se deixa fazer de palhaço do que eleger um palhaço pra representá-lo.
Não se assustem, abandonei por hora o tema "políticos". A minha indignação está direcionada a outra coisa. Há muito tempo discuto, com a paixão que me é de costume, o sistema de organização de programas culturais no Brasil. E mais uma vez, o show do U2 me prova como somos feitos de idiotas por todas essas empresas que alegam difundir a cultura pelo país, mas que na verdade só exploram os mal informados e conformados cidadãos brasileiros.
Me lembro com saudade da turnê Pop, na qual eu paguei justos R$45,00 reais por uma entrada, que foi comprada sem grandes sacrifícios por uma amiga. Não que a banda número 1 no meu coração não valha os R$180,00 cobrados agora, o triste é que esse valor parecer ser pouco para os desorganizadores do evento.
Passei horas durante 2 dias em frente ao computador tentando comprar os ingressos, tanto na pré-venda quanto na venda aberta, sem o menor sucesso. Quando depois de ficar com os dedos dormentes de tanto atualizar o site, este abria, os ingressos já estavam esgotados como por mágica. Conheço apenas 1 felizardo que conseguiu os valiosos ingressos, e me pergunto se o meu computador e a minha internet são tão piores do que os das agências de turismo que conseguiram centenas de ingressos e agora os vendem a preços exorbitantes.
Depois das tentativas frustradas de compra na internet, foi a vez de enrijecer os dedos nos botões de telefone, até consegui com certa facilidade cair no atendimento eletrônico. No entanto, depois de digitar o número do cartão de crédito e do CPF correta e pausadamente, recebi a seguinte resposta: "não entendi. Você excedeu o número de tentativas. Ligue novamente". Como excedi se eu digitei certo cara pálida? E não entendeu o que, quer que eu desenhe?
Hoje li na imprensa a indignação de milhares de fãs quanto ao número e valor de ingressos à venda nas agências de turismo. E faço coro às suas palavras. Duvido que a empresa que organiza o evento não esteja favorecendo essas agências. Simplesmente foge a toda a razão, que os fãs movidos por paixão, mesmo ficando horas e horas tentando não consigam comprar os ingressos que as agências distribuem com tanta facilidade a quantias vultuosas.
Para mim, é apenas mais uma forma de exploração dos brasileiros que confiam demais nas boas intenções dos empresários desse país. Eles visam o lucro e mais nada. Apenas descobriram um nicho com pouca concorrência e abriram os portões do paraíso. Enquanto os cachês das bandas são os mesmos, gostaria de saber o que justifica que os ingressos no Brasil sejam 4, 5 vezes mais caros que nos países da Europa e USA. Pelo que me consta, as atividades culturais são isentas de impostos, e inclusive contam com incentivo do governo. Não dá pra colocar a culpa na carga tributária dessa vez.
Será que é só por que a gente não reclama? Será que é só por que apesar de toda a palhaçada, ainda corremos desesperados por um ingresso não importa o que ele custe ou que nós sejamos ridicularizados por isso? Será que não basta de tanto desrespeito e exploração por parte dos nossos conterrâneos, que julgam que burro carrega carga sem sentir?
Estou sinceramente indignada, pra não dizer pior. Espero que o poder público e o Ministério Público passem a investigar essas empresas que estão longe de ser idôneas, porque eu sinceramente gostaria de saber pra onde foram todos esses ingressos.
Vai ver que também é culpa dos traficantes do Rio né? Podem procurar no Morro do Alemão que os ingressos do U2 estão todos lá!
Mas vamos lá gente, pintar a cara, porque mais uma vez os palhaços somos nós! Estou cansando desse papel
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Tudo sobre minha mãe.
"Aí então poderei ser boa e caridosa como a mamãe"
Esta frase é de um dos meus livros favoritos, "E o vento levou...", que representa um trecho no qual a personagem Scarllet, com quem me assemelho muito, pensa nas coisas horríveis que está fazendo, que não são comportamento de uma dama, e lembra de sua mãe, uma autêntica dama do século XVII. Boa, caridosa, elegante e adorada por todos.
Em um dos aspectos que mais me assemelho com ela é em querer parecer a minha mãe sem contudo alcançar o feito em todos esses anos.
Desde criança tenho a oportunidade de conviver com uma mãe amorosa, abnegada, inteligente, dedicada, e com tantos atributos que eu não poderia descrever com justiça. A despeito de todas as discussões causadas pelo meu jeito mimado e impetuoso, ela sempre foi a pessoa que eu mais admiro no mundo.
Com o passar dos anos eu só tenho tido a certeza, cada vez maior que a imagem da santa, heroína, deusa e rainha que eu sempre identifiquei na minha mãe, é a melhor personificação do que ela realmente é.
Aquela figura esguia, de postura ereta, que fala baixo sem qualquer erro de português, que se move com elegância, sem fazer ruído, que ao mesmo tempo consegue tratar a todos de maneira agradável e com doçura, e que é incapaz de achar uma só criatura que não tenha uma qualidade pra se admirar, é o que todos podem chamar de uma verdadeira dama. Não são as roupas que usa, ou a forma como penteia os cabelos, não são as jóias ou os artigos de luxo que ela não usa que definem sua majestade, são aqueles gestos espontâneos efetuados com toda a elegância, são as palavras que usa para elogiar ou para criticar sem ofender quem quer que seja, e o seu bom coração.
Sempre ouvi de todos com quem convivo que não conhecem pessoa mais elegante, educada e fina que a minha mãe. Eu me sinto lisonjeada e concordo com ênfase.
Assim como a Scarlett, ainda não achei o resquício de genética que vai me fazer ser como ela. Sou desajeitada, desastrada, falo alto, e estou longe de ter a bondade da minha mãe. Mas nunca perco a esperança, vai ver que com o passar dos anos as semelhanças se acentuam e eu vou poder desfilar um pouquinho da grande dama que tive como mentora.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Fundamental é mesmo ler, é impossível ser feliz burrinho.
domingo, 17 de outubro de 2010
Porque não voto Serra...
sábado, 16 de outubro de 2010
Botando fogo no colchão!
Imagine se fosse você...
Um belo dia você desce despreocupado do seu apartamento, como era dia da faxineira, você deixa a chave na portaria.
- Bom dia, seu João! Vou deixar a chave pra faxineira, tudo bem? Obrigada!
- Bom dia, seu Antônio!
E você segue feliz seu caminho para o trabalho. Poucas horas depois, no trabalho, você se dá conta que esqueceu algo importante em casa e volta na hora do almoço para buscar (eu acho que ele estava com dor de barriga, pra voltar assim, mas vá lá, dentro do contexto isso é quase uma insignificância. Tudo bem, também podia ser para dar aquela cochilada, o que piora um pouco o caso).
Você para diante da sua porta e ouve um barulho, "claro, a faxineira está limpando a casa, normal". Você entra no apartamento e vai direto para o SEU quarto, afinal a coisa importante que tinha esquecido estava exatamente lá.
Quando abre a porta do dormitório que com tanto amor você cultiva, lá está o porteiro (como assim o porteiro?) e a faxineira, surpreendidos em uma posição de dar inveja ao kama sutra em cima da SUA cama!
Ha! Chocado você berra: "Que P... é essa?" Pegos com a boca não exatamente na botija, o casal suado, pra não dizer mais, responde surpreso: "Foi mal Seu Antônio, mas o Sr. sabe na portaria não tem espaço!".
Nesse momento você explode: "Seu Filho de uma P... você está pensando o quê? Vou reclamar com o zelador e com o síndico! Isso é o cúmulo do absurdo!" (A faxineira começa a chorar). Você quer bater no sujeito, mas pensa que isso pode lhe render uma boa desvantagem, afinal ele tem o dobro do seu tamanho e a musculatura bem mais privilegiada. Você deixa pra lá, e prossegue com o discurso: "Vou demitir vocês dois! Por justa causa!" "Faz isso não patrão, pensa nas criança que eu tenho em casa!"
Mas você não quer nem saber, aliás criança é o que ela vai ter na barriga daqui a pouco e ainda vai sobrar pra você pagar auxílio maternidade. É só que falta!
"Vocês dois sumam daqui agora!!! Saiam já da minha casa!!! Não quero ouvir uma palavra!!"
A moça vai embora chorando e o porteiro cabisbaixo com um leve sorrisinho enviesado debaixo do bigodinho. Pelo menos deu tempo de terminar o serviço.
Você fica lá olhando aquele lugar e pensando, há quanto tempo isso acontecia... ECO!
Você nunca se importou em dormir na sua cama depois do sexo, mas dormir na cama cheirando à sexo alheio é outra coisa. Como se você nunca tivesse dormido no motel, mas a hipocrisia é algo que se apodera do coração humano mais rápido que a velocidade da luz.
"Ele nem usou camisinha! Quanta irresponsabilidade! Deve ter sujado até o colchão!"
É deve ter sujado o colchão. Melhor botar fogo logo nessa porcaria. Aliás, melhor fazer um ato de caridade, tanta gente dormindo na rua...
"Que caridade o quê! Vou botar fogo nessa m... e ninguém nunca mais vai fazer sacanagem nenhuma em cima do MEU colchão!"
Tudo bem, tudo bem, ponha fogo no colchão e compre um novo.
Mas o que você vai fazer com a próxima faxineira? Você vai ter paz pensando que o porteiro pode ser na verdade um garanhão e estar usando o colchão bem mais que você?
"Vou contratar um faxineiro".
Tudo bem, mas não deixe de levar em conta as diversas preferências sexuais que existem no mundo. Nesse caso, ao invés de fluidos corporais de um, você vai ter p... de dois no seu colchão.
"Vou contratar uma faxineira bem velha".
Tão pouco creio que o problema estará resolvido, afinal a idade pode ser um atrativo pra muitos. Nunca dá pra saber se o porteiro não sofre de gerontofilia.
"Já sei, vou perguntar se a faxineira é castrada! Só quero saber de faxineira castrada, e não tem conversa. Não estou pra ficar botando fogo em um colchão por semana. Castrada! É isso!"
Agora pense, e se fosse você? Sairia botando fogo no colchão ou simplesmente aproveitaria o derramamento de suor alheio ou talvez aproveitava o ensejo e dava uma "pegada" na empregada também?
10 segundos pra pensar.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Quem vai estar salvando São Paulo dos erros de português?
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O príncipe que virou sapo!
Relembrando um quadro de um programa que há muito não assisto, me pergunto:
Por onde anda FHC?
O falado e falho príncipe, que nos deu a honra de tê-lo no humilde cargo de presidente da república, tomou chá de sumiço, e há tempos não ouço os brilhantes comentários com os quais ele nos presenteia sempre que o assunto é o governo atual.
Ah, que saudades eu sinto de tão fulgurante figura!
Se quer consigo dormir me lembrando do esplendoroso legado que o criador do plano real nos deixou.
Minhas contas de telefone jamais me deixarão esquecer o quanto a privatização era importante para o desenvolvimento do nosso país.
Me pergunto todos os dias, o destino das vultuosas quantias pelas quais foram vendidas as companhias telefônicas brasileiras.
É claro que não é difícil imaginar, pois se os deputados receberam mensalão pra votar as insosas medidas de Lula, o que não terá custado a malfadada emenda da reeleição.
Dou pulinhos de alegria quando me lembro do emendão.
E os estudiosos de direito administrativo eternamente serão gratos pela contribuição inenarrável que ele trouxe.
Quanta, quanta, gratidão!
E na comemoração dos 15 anos do plano real reparei, ninguém mais se lembra quem foi que o fez.
Aliás, não creio que muitas pessoas se ocupem ainda do nosso sociólogo presidente, que esqueceu que era sociólogo e foi apenas presidente, tendo instituído o poder moderador se a oportunidade lhe houvesse aparecido.
Se quer os tucanos usam o nome dele mais, pois não querem correr o risco de perder os votos que ainda não lhes escaparam entre os dedos, ao denunciar que foram comparsas do neo-liberalismo, que cada dia prova com mais força que só serve para quem o fez.
Pobre príncipe-sociólogo-presidente! Nem tu escapaste de virar sapo?
Serás agora devorado pelos tucanos impiedosos?
Irão eles atirar pedras naquele que por tanto tempo lhes alimentou?
Ingratos!
Mas nós administrativistas jamais te esqueceremos.
Serás eternamente lembrado como aquele que jogou a constituição no chão e pisou em cima.
Ainda estamos remendando os retalhos!
domingo, 23 de agosto de 2009
Sarney e a janela nada secreta!
I’ll stop the world and melt with you, eis o título de uma música do The Cure e, bom, ele faz todo sentido pra mim.
Fui instada a iniciar um blog pra organizar e compartilhar minhas idéias.
Sou viciada em escrever e nada egoísta.
Aqui vão meus cumprimentos!!
O meu primeiro assunto será em homenagem ao meu título.
O que podemos fazer quando vimos Lula defendo Sarney, a não ser parar o mundo e fazer algo bem útil como comer?
Ou melhor seria beber pra esquecer?
Atos secretos... desde que o mundo é mundo, tudo que não é pra ser descoberto por quem possa incomodar, é secreto.
Pronto, a imprensa descobriu a roda!
Nepotismo: se o nosso inquestionável Supremo considera moral, quem somos nós pra dizer que é imoral?
Moralidade administrativa é apenas mais um poder discricionário da administração pública.
Impossível analisar o mérito.
Muito louvável a atitude de nossos brilhantes estudantes ao se manifestarem a favor da probidade do nosso senado e da saída de seu então presidente José Sarney.
Mas não seria mais eficaz pedir o fechamento do Congresso e instalar uma nova ordem social?
O que mudará tirar o Sarney e substituí-lo por alguém que pode ser ainda pior?
Acreditem, sempre tem alguém pior.
Os primeiros atos secretos não remontam aos tempos do nosso saudoso ACM?
E depois dele não veio o Sarney?
E aqueles que apontam fortemente seus indicadores na tribuna não são apenas os antigos amigos de ACM, o DEM e o PSDB?
O DEM que na minha modesta opinião ficou com a pior parte do falecido PFL, não deixa de prestar o seu desserviço ao povo brasileiro.
Não fazendo nada além de atrapalhar o que poderia ser útil e gastar o precioso e curto tempo de trabalho do Congresso Nacional transformando-o em polícia investigativa de coisa nenhuma pra concluir nada, junto com seu fiel escudeiro PSDB.
O de cujus se foi, mas seu legado jamais será esquecido.
Pede-se, então, que Sarney seja defenestrado. Porém o último que vi passar como cavaleiro da triste figura, voltou e está legitimamente sentado no lugar onde estavam aqueles que o defenestraram tempos atrás.
Deixemos o Sarney em paz, e nos concentremos naquilo que realmente faz diferença.
Não vi ninguém sair em protesto para que o Excelentíssimo Presidente do Supremo não cometesse o maior erro do judiciário brasileiro.
Daniel Dantas tem muito mais poder que qualquer outro.
Esqueçamos as marionetes que tanto nos divertem e defenestremos aqueles que as comandam.
Pois aquelas serão facilmente substituídas e nós novamente ludibriados pelo show.
Fico por aqui e vou aproveitar para comer antes que o governo me arranque 0,1% em nome da saúde que não recebo, mais uma vez.
Bon appétit!!
